30/05/2026
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Jake Matthews: Tudo Acontece por uma Razão

O lutador australiano Jake Matthews afirmou que superou a polêmica envolvendo sua última luta, contra Neil Magny, e que acredita que “tudo acontece por uma razão”. O veterano dos meio-médios do UFC retorna ao octógono neste fim de semana, em Macau, contra Carlston Harris.

No combate contra Magny, Matthews pensou ter vencido por finalização ainda no primeiro round. O árbitro chegou a declarar o fim da luta, mas voltou atrás e disse que o round havia terminado, permitindo que a luta continuasse. Matthews acabou perdendo por finalização no terceiro assalto.

“Assim que a luta terminou, olhando para trás, não foi a melhor situação, mas não há como voltar e mudar as coisas. Não temos uma máquina do tempo, então não fico remoendo isso”, disse Matthews. “A sensação de alívio quando você pensa que venceu uma luta… Eu lutei com tudo no segundo round para conseguir a finalização, porque sabia que era tudo o que eu tinha. Assim que aquele round terminou, sabia que estava em apuros.”

O australiano comentou que, em retrospecto, deveria ter protestado contra a decisão do árbitro. “Deveria seguir as regras, que dizem que a luta é encerrada, essa é a decisão, e caberia ao Neil recorrer. Mas somos lutadores. Se mandam a gente continuar lutando, a gente automaticamente continua.”

Matthews, que se converteu ao Islamismo em 2023, disse que sua fé o ajudou a superar o ocorrido. “Acredito que tudo acontece por uma razão. Eu fiz tudo o que pude naquela luta, e foi assim que aconteceu. Confio no processo, confio na jornada, e é isso que me ajuda a seguir em frente.”

Mudança de adversário

Inicialmente, Matthews enfrentaria o veterano Muslim Salikhov, que tem muitos fãs na Ásia. Salikhov, porém, foi forçado a se retirar do evento. Carlston Harris foi chamado para substituí-lo. Matthews encarou a mudança com naturalidade.

“Se eu estava destinado a lutar neste card, eu teria um oponente. Se não estava, não teria. É assim que vejo as coisas, e isso me traz muito menos estresse. Continuamos treinando como se tivéssemos luta, e uma semana depois, tínhamos um adversário”, explicou.

O lutador de 32 anos afirmou que sua nova perspectiva de vida trouxe mais paz durante a semana de luta. “Muitos lutadores falam sobre noites sem dormir, estresse com o resultado. Eu sei que vou dar cem por cento durante a luta, fazer o que posso, e o resto está nas mãos de Deus. Até uma derrota pode levar a coisas boas no futuro. Durmo muito bem agora, não tenho aquela energia nervosa do ‘e se’.”

Sobre o autor: Coordenacao Editorial

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