O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou neste domingo (2) que vai aceitar o resultado das urnas. Durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band News, ele disse acreditar que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) será diferente do de 2022.
“Eu vou aceitar, vou concorrer com essas regras. E eu tenho certeza que o TSE, diferente do de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência”, declarou.
O senador afirmou que o tribunal deveria ser o maior interessado em uma eleição normal, mas reclamou da multa de R$ 22 milhões aplicada pelo então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, contra o PL na eleição passada. Em 2026, o comando do TSE será dos ministros Kassio Nunes Marques (presidente) e André Mendonça (vice), ambos indicados ao STF por Jair Bolsonaro.
Flávio também voltou a citar informações falsas sobre as urnas eletrônicas. No dia 21, ele afirmou a embaixadores que as urnas brasileiras teriam a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, o que é falso. A Justiça Eleitoral já havia esclarecido, em nota de 2020, que a empresa nunca vendeu urnas ou softwares para o Brasil, tendo prestado apenas serviços de treinamento técnico.
Neste domingo, o senador recuou parcialmente e disse que errou ao afirmar que a empresa fornecia as urnas, mas manteve a cobrança por “mais camadas de segurança e transparência”. Ele também negou que duvide dos votos que recebeu em 2022. “Esses votos eu tive”, respondeu.
Flávio classificou sua candidatura como de protesto, repetiu críticas ao julgamento do pai e disse que, se eleito, pretende aprovar uma anistia ainda na transição de governo. Sobre o período após a eleição de 2022, marcado por protestos que culminaram no 8 de Janeiro, o senador afirmou que a transição ocorreu de forma pacífica e chamou o julgamento do ex-presidente de “farsa”.
