Um guarda municipal de Campinas (SP) foi preso em flagrante suspeito de matar a esposa a tiros na noite de ontem, no bairro DIC 4, durante a festa de casamento deles.
O crime ocorreu no momento em que o casal comemorava a união com familiares e amigos. A vítima, identificada como Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, recebeu atendimento do Samu, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi divulgado pelo portal local Zatum Notícias e confirmado pelo UOL.
O casal entrou em luta corporal durante o evento, realizado na casa onde moravam, na rua Anália Franco. Segundo testemunhas, Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, pegou a arma funcional, agrediu Nájylla e efetuou disparos. Ele chegou a fugir, mas retornou ao imóvel pouco depois para efetuar novos tiros contra a mulher.
Nájylla Duenas Nascimento deixa três filhos. As crianças não eram filhas do guarda municipal. Elas foram retiradas do local por familiares durante a discussão e não se feriram.
Foi o próprio agente que acionou a polícia após cometer o crime. As autoridades apreenderam estojos, projéteis, munições e a arma do crime. Ele foi conduzido à 2ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde foi autuado em flagrante. Na tarde deste domingo (10), a Justiça de São Paulo converteu a prisão em preventiva.
A defesa de Daniel Marinho diz que confia plenamente na apuração técnica e imparcial das circunstâncias. “O procedimento ainda se encontra em fase investigativa, sendo indispensável a preservação de todos as garantias constitucionais da defesa, que é assegurado a todos os cidadãos”, diz trecho da nota enviada ao UOL.
A Guarda Municipal de Campinas lamentou a morte e informou que acompanha a ocorrência. A Corregedoria da instituição acompanha o caso para instaurar procedimentos administrativos e disciplinares cabíveis sobre a conduta do agente. A corporação colabora integralmente com as investigações da Polícia Civil e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Em caso de violência, denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos. Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.
