03/08/2026
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Israel questiona EUA sobre plano de Gaza e alerta para rearmamento do Hamas

Israel questiona EUA sobre plano de Gaza e alerta para rearmamento do Hamas

Israel informou nesta segunda-feira (3) que comunicou aos Estados Unidos suas objeções ao plano para Gaza apresentado pelo presidente americano, Donald Trump. A declaração ocorre enquanto o Exército israelense segue com bombardeios no território palestino, após o Hamas ter aceitado o desarmamento.

A situação evidencia o distanciamento entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que disputa a reeleição em outubro e busca reforçar sua ligação com o presidente americano.

O gabinete de Netanyahu pede que o Hamas apresente um desarmamento mais claro. O grupo afirmou na sexta-feira que entregaria as armas, conforme o plano de Trump para encerrar o conflito, que também prevê a saída gradual das tropas israelenses de Gaza.

Doron Spielman, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro, disse à AFP que Israel repassou suas observações aos americanos. “A versão que foi tornada pública não reflete as posições de Israel”, afirmou. Ele acrescentou que os serviços de inteligência israelenses identificaram que o Hamas está se rearmando e recrutando desde o cessar-fogo anunciado por Trump em outubro de 2025.

O acordo de trégua reduziu a intensidade dos combates, mas Israel manteve ataques, dizendo que tem como alvo combatentes ou infraestruturas do Hamas. Moradores de Gaza contestam essa justificativa.

Uma fonte local relatou à AFP que 19 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas desde domingo em mais de dez ataques de aviões israelenses. Desde o início da trégua, mais de 1.200 palestinos morreram em Gaza, conforme autoridades do território. O Exército israelense diz ter perdido cinco soldados e um civil no mesmo período.

Trump classificou seu plano como um passo importante para encerrar a guerra iniciada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Ele também disse à imprensa que Israel estava “muito satisfeito” com o andamento das negociações.

O porta-voz de Netanyahu, no entanto, afirmou que as ações do Hamas indicam preparação para novos ataques como o de 7 de outubro. Ele citou que o plano, divulgado pelo “Conselho de Paz” de Trump, previa uma Gaza desmilitarizada e sem ameaças aos vizinhos. “Essa visão contradiz a realidade atual e as intenções declaradas do Hamas”, disse.

Para o gabinete israelense, qualquer acordo duradouro exige a desmilitarização completa do grupo. Uma fonte política israelense afirmou no fim de semana que o país não retirará suas forças da região sem antes verificar o desarmamento do movimento palestino.

Sobre o autor: Coordenacao Editorial

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